sexta-feira, 11 de julho de 2008

Querido!!!!



A minha alma é simples e não pensa. Sonha e acorda. Dorme o sono do sonho. Reajo à realidade de um dia cansativo e desloco-me para o campo. Em cada árvore, encontro-me e o passado agiganta-se porque o olhar retrospectivo corresponde à matéria com a qual me garanto em finas abstrações. O sonho rebenta, vivo e revivido a capacidade de renovar-me em múltiplas introspecções. Às vezes os sonhos se embaralham, irmanam-se, tocam-se, fundem-se. A ficção prevalece. Hoje sou partículas avulsas do desejo de outrora. Repudio os rígidos pensamentos. Desconfio dos dogmas, das ortodoxias, das conclusões definitivas. Hoje não tenho raciocínios. Acho tão natural que não se pense. Nada mudou, sou outra e sou a mesma. Real e irreal Que idade tenho? 9 anos? 18 ? 24 anos? Estarei acordada? Ou dormindo? Fará diferença? Sei que permanece a essência da interioridade. Levito entre o sonho e a vigília. Melhor assim.

domingo, 6 de julho de 2008

Indicativos da presença ou aproximação de fadas



1. Um súbito e insistente tremular nas folhas;
2. Redemoinhos de poeira;
3. Hastes na relva curvando-se sem qualquer explicação aparente;

4. Arrepios inesperados quando se está à sós ou em meio à natureza;
5. A sensação de que um inseto caminha sobre nós,quando não há nehum inseto por perto;
6. Ondulações na superfície das águas não criada por peixes,brisa ou outro tipo de material;

7. Acessos descontrolados de riso ou bobeira;

8. Lapsos na consciência temporal.

Prece para a Mãe Terra

"Abençoado seja o Filho da Luz que conhece sua Mãe Terra

Pois é ela a doadora da vida.

Saibas que a sua Mãe Terra está em ti e tu estás Nela.

Foi Ela quem te gerou e que te deu a vida

E te deu este corpo que um dia tu lhe devolverás

Saiba que o sangue que corre nas tuas veias

Nasceu do sangue da tua Mãe Terra

O sangue Dela cai das nuvens, jorra do ventre Dela,

Borbulha nos riachos das montanhas,

Flui abundantemente nos rios das planícies

Saibas que o ar que respiras nasce da respiração da tua Mãe Terra

O alento Dela é o azul celeste das alturas do céu

E os sussurros das folhas da floresta

Saibas que a dureza dos teus ossos foi criada dos ossos

de tua Mãe Terra.

Saibas que a maciez da tua carne nasceu da carne de tua Mãe Terra.

A luz dos teus olhos, o alcance dos teus ouvidos

Nasceram das cores e dos sons da tua Mãe Terra,

Que te rodeiam feito as ondas do mar cercando o peixinho,

Como o ar tremelicante sustenta o pássaro

Em verdade, tu é um com tua Mãe Terra

Ela está em ti e tu estás Nela.

Dela tu nasceste, Nela tu vives e para Ela voltarás novamente.

Segue portanto as suas leis

Pois teu alento é o alento Dela,

Teu sangue o sangue Dela,

Teus ossos os ossos Dela,

Tua carne a carne Dela,

Teus olhos e teus ouvidos são Dela também

Aquele que encontrou a paz na Mãe Terra

Não morrerá jamais.

Conhece esta paz na tua mente,

Deseja esta paz ao teu coração,

Realiza esta paz com o teu corpo."