A minha alma é simples e não pensa. Sonha e acorda. Dorme o sono do sonho. Reajo à realidade de um dia cansativo e desloco-me para o campo. Em cada árvore, encontro-me e o passado agiganta-se porque o olhar retrospectivo corresponde à matéria com a qual me garanto em finas abstrações. O sonho rebenta, vivo e revivido a capacidade de renovar-me em múltiplas introspecções. Às vezes os sonhos se embaralham, irmanam-se, tocam-se, fundem-se. A ficção prevalece. Hoje sou partículas avulsas do desejo de outrora. Repudio os rígidos pensamentos. Desconfio dos dogmas, das ortodoxias, das conclusões definitivas. Hoje não tenho raciocínios. Acho tão natural que não se pense. Nada mudou, sou outra e sou a mesma. Real e irreal Que idade tenho? 9 anos? 18 ? 24 anos? Estarei acordada? Ou dormindo? Fará diferença? Sei que permanece a essência da interioridade. Levito entre o sonho e a vigília. Melhor assim.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário